Maior médium do Brasil, Chico Xavier (1910-2002) teve uma vida muito sofrida - perdeu a mãe quando criança - e desde a infância mostrava seu dom em relação à paranormalidade. Enredo do Carnaval deste ano do desfile da Tom Maior, o mineiro de Pedro Leopoldo psicografou mais de 450 livros, incluindo "Nosso Lar", que ganharia versão para o cinema.
A vida simples, voltada para a caridade e desligada de dinheiro e bens materiais, foi marcada ainda por uma série de pensamentos e reflexões, verdadeiros ensinamentos ao próximo. Em uma delas, Chico Xavier, vivido por Nelson Xavier (1941-2017) no cinema, abordou as dificuldades que todos nós encontramos pelo caminho com a nossa rotina.
"Num dia a gente se quebra todo; no outro, a gente se remenda. A vida é reconstruir, recomeçar, refazer", disse o médium em post resgatado pela página de Instagram "Espiritualidades".
Para o entender da página, "quebrar" e "fracassar" não são sinônimos, bem como "recomeçar" e "voltar atrás". "A espiritualidade não elimina a dor, mas dá direção. O que hoje parece ruína pode estar retirando excessos, limpando ilusões e preparando você para algo mais sólido. Às vezes Deus desmonta para reconstruir com mais verdade", escreveram os responsáveis pelo post.
"Se você sente que vive ciclos de queda e recomeço, talvez não seja azar. Pode ser padrão. E padrão não se resolve apenas com força de vontade, se resolve com consciência", completaram.
Filantrópico, o médium vendeu mais de 50 milhões de livros até 2010, oito anos após sua morte, em 30 de junho de 2002. Em dois anos seguidos (81 e 82) foi indicado ao prêmio Nobel da Paz. Já em 2012, o programa do SBT "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos" lhe deu o título de mesmo nome.
Em vida, Chico foi homenageado através de músicas por artista como Moacyr Franco e psicografou milhares de cartas, para anônimos e famosos incluindo Gloria Perez. A mensagem foi passada após o assassinato de Daniella Perez, filha da autora, no final de 1992.